Uma mulher brasileira que levou o corpo do marido para casa para ser enterrado após um acidente de rafting em Southland está pedindo ao governo que a deixe voltar para a Nova Zelândia.

Melyssa e Joel Palmeira estavam morando em Invercargill há quatro anos, criando suas filhas Bianca e Jaqueline, quando a tragédia aconteceu.

Joel trabalhou como eletricista e morreu em um acidente de rafting perto de Te Anau em fevereiro. A família levou seu corpo de volta ao Brasil para ser enterrado.

Quando Melyssa deixou a Nova Zelândia, seu visto foi cancelado e ela e suas filhas agora estão presas em São Paulo. "Ele se foi e agora eles nos dizem 'ok, você não tem mais visto'".

A família está desesperada para voltar à Nova Zelândia e para as meninas voltarem para o James Hargest College. Tudo o que eles possuem está em Invercargill.

"Se estivéssemos em casa, pelo menos, teríamos as coisas dele, teríamos nossos amigos e tentaríamos ter uma vida e aqui não temos nada, nossa vida está em espera", diz Bianca.

A Immigration NZ disse à Newhub que o visto de Melyssa foi cancelado porque seu falecido marido era o principal candidato. Para retornar à Nova Zelândia, ela precisaria solicitar um novo visto, mas isso não é possível devido às atuais restrições de fronteira. Ela não se qualifica para uma exceção.

A familia iniciou uma petição com mais de 5000 assinaturas "Meu desejo é que a imigração nos olhe como seres humanos, como uma família, não apenas um número".

Uma família que lamentava a perda de um marido e um pai, ficou a meio mundo de distância do lugar que eles chamam de lar.


Fonte: News Hub

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